Tudo começou à um ano atrás . . .
Na altura o Afonso tinha um ano e meio, cheio de energia, alegre, . . . sempre foi muito activo, com 3 meses já rebolava, aos 5 sentou, aos 7 gatinhou, com 9 deu os primeiros passos e aos 11 andava sem medo e corria a casa toda . . . os dentes . . . esses só apareceram quase com um ano de idade.
Está na creche desde os 4 meses e estavam a chegar as férias, o Afonso começou a falar cada vez menos, ou melhor usava as palavras que tinha aprendido cada vez menos e isso chamou a minha atenção, vieram as férias e ele preferia ficar sozinho no seu quarto com os seus brinquedos, não olhava quando o chamavamos . . . algo não estava bem. A escolinha recomeça e eu procuro a sua Educadora, e exponho os meus receios pedindo que ela esteja atenta e me dê a sua opinião. Entretanto começo uma busca de informação, para tentar perceber, eram muitos os problemas possiveis, não sabia explicar mas achava que o Afonso era autista, tentava pensar que seria apenas um atraso de desenvolvimento mas, a palavra autismo ecoava no meu cérebro.
A opinião da Educadora coincidia com a minha, estava na hora de procurar ajuda especializada pois não era "impressão minha".
Na consulta com a sua pediatra, exponho todos os factos, todos os meus medos e receios, apreensiva a pediatra encaminhou-o imediatamente para a consulta de pediatria de desenvolvimento, mas apenas quando eu perguntei abertamente se o Afonso seria autista é que ela muito admirada me diz, que ele tinha comportamentos do espectro autista.
A minha intuição não falhava, o meu mundo desabou . . . era o dia do meu aniversário.
De repente senti-me perdida, sem saber o que fazer . . . e nem toda a informação que tinha recolhido e lido anteriormente me prepararam para o choque da realidade.
Felizmente tenho um marido e o Afonso um pai que olha os problemas de frente sem se deixar intimidar, obriguei-me a reagir . . . chorar não ajudava em nada o meu menino.
Sofri muito, sofremos todos, os avós esses então negaram-se a aceitar, foi muito dificil.
Seguiram-se consultas em dois pediatras de desenvolvimento, avaliações com uma equipe especializada, o exame aos PEA (potenciais evocados auditivos) que resultou normal.
E logo de seguida começou a terapia de psico-motricidade.
Seguiu-se a consulta com o neuropediatra Dr Luis Borges, todos concordam com o diagnóstico de comportamentos do espectro autista.
Que fazer??????
Que fazer para ajudar o Afonso??????????
Terapias, era a resposta.
Olá Claudia,irei seguir o seu blogue com todo o carinho.Que bom que não estamos sós..eu estive uns 3 meses completamente só,sem conhecer nenhum pai ou mãe especial,só técnicos que me diziam que não...que haviam centenas,mas onde???Criei então uma página na net,que depois transferi para o Facebook,foi o grito do Ipiranga.Nunca mais me senti só,e a cada dia me chegam uma ou duas mamãs especiais,ou então amigos de longa data(do face) que se abrem dizendo que também eles têm um filhote com autismo.
ResponderEliminarO seu caso intrigou-me logo,pela tenra idade do seu menino.O Francisco esteve comigo até os 3 anos,e então não haveria dúvida para mim que ele seria diferente dos outros meninos.Mas para mim a palavra autismo suou a alívio,a resposta;eu não era má mãe,o meu filho não era preguiçoso.Desde aquele dia contruí com ele uma relação muito melhor,cheia de compreensão,dando o tempo ao tempo,esperando pelo sorriso,pelo Mamã gosto muito de ti,tive saudades tuas...ou mamã és a minha amiga do coração.As primeiras frases foram muito informativas,ele disse-me várias vezes que tinha um do-dói no coração,o meu filho de 3 aninhos estava magoado com a vida e com o que o mundo lhe fez...tratei então de ter como meta fazê-lo feliz.Espero por si no blogue do Francisco.Muitos beijinhos!