Vivendo um dia de cada vez . . . Porque o futuro a Deus pertence.







sexta-feira, 9 de julho de 2010

Autismo . . .

A palavra em si assusta muita gente, também me assustou a mim devido à minha ignorância. Procurei toda a informação que pude ler, na internet principalmente . . . encontrei muita coisa muito má . . . encontrei muita coisa menos má . . . uma coisa é certa, cada caso é um caso.
Eu gosto de definir o autismo como uma forma de ser e de estar diferente. Claro que existem casos graves associados a outros problemas, no caso do meu filho felizmente não é assim, é bem mais ligeiro.
O meu pequenino embora tagarele imenso, não fala propriamente . . . pois que se percebam vai dizendo umas palavrinhas, o que nos deixa muito felizes pois tudo indica que a aquisição da fala é uma questão de tempo. Como já falei anteriormente os principais aspectos (isolamento, não responder pelo nome, não olhar, não interagir . . . ) todos eles tem vindo a ser superados, no entanto o Afonso tem uma forma de ser muito dele, mas acima de tudo adoro o carinho e a meiguice dele.
Existe um texto que eu gosto imenso de "Scheilla Abbud Vieira" , este texto faz-nos pensar, principalmente nos nossos preconceitos . . .


"Autistando


Somos todos autistas, a gradação está nos rótulos

Quando me recuso a ter um autista em minha classe, em minha escola, alegando não estar preparado para isso, estou sendo resistente à mudança de rotina.

Quando digo a meu aluno que responda a minha pergunta como quero e no tempo que determino, estou sendo agressivo.

Quando espero que outra pessoa de minha equipe de trabalho faça uma tarefa que pode ser feita por mim, estou a usando como ferramenta.

Quando, numa conversa, me desligo, "viajo", estou olhando em foco desviante, estou tendo audição seletiva.

Quando preciso desenvolver qualquer atividade da qual não sei exatamente o que esperam ou como fazer, posso me mostrar inquieto, ansioso e até hiperativo.

Quando fico sacudindo meu pé, enrolando meu cabelo com o dedo, mordendo a caneta ou coisa parecida, estou tendo movimentos estereotipados.

Quando me recuso a participar de eventos, a dividir minhas experiências, a compartilhar conhecimentos, estou tendo atitudes isoladas e distantes.

Quando nos momentos de raiva e frustração, soco o travesseiro, jogo objetos na parede ou quebro meus bibelôs, estou sendo agressivo e destrutivo.

Quando atravesso a rua fora da faixa de pedestres, me excedo em comidas e bebidas, corro atrás de ladrões, estou demonstrando não ter medo de perigos reais.

Quando evito abraçar conhecidos, apertar a mão de desconhecidos, acariciar pessoas queridas, estou tendo comportamento indiferente.

Quando dirijo com os vidros fechados e canto alto, exibo meus tiques nervosos, rio ao ver alguém cair, estou tendo risos e movimentos não apropriados.

Somos todos autistas. Uns mais, outros menos. O que difere é que em uns (os não rotulados), sobram malícia, jogo de cintura, hipocrisias e em outros (os rotulados) sobram autenticidade, ingenuidade e vontade de permanecer assim.



Fonte: Rede Saci

Autora: Scheilla Abbud Vieira"

2 comentários:

  1. Olà sou mae de um menino , que tem por nome
    Stanislas Ferreira
    Acabou de ser diagnosticado autista ,vai fazer 4 anos em setembro e sinto- me um pouco desamparada ,triste e revoltada também.
    tenho um menino lindo ,assim como o afonso e outros mais , mas preciso que me orientem, pois sinto-me imputente sem saber o que fazer e pensar, às vezes tenho muita vontade de gritar, tenho o coraçao bem apertado, mas também sei que tenho uma grande luta pela frente.

    até à proxima Afonso e bons progressos, muitos beijihos

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  2. Olá Paula,
    Vai agora começar uma luta pelo seu filho, é certo que terá dias bons outros nem tanto. Mas, tenha sempre em mente que o seu filho merece todo o amor, carinho, esforço, dedicação e tudo o que de melhor lhe posso proporcionar. Força e coragem, espero encontra-la em breve.
    Beijinhos

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